O perigo de dar certo
Nem todo dar certo vem de Deus. Às vezes, a maior prova espiritual não é a crise, é o sucesso. Quando tudo flui, as portas se abrem e os resultados aparecem, o coração corre o risco de trocar dependência por autossuficiência. A própria Escritura adverte em Deuteronômio 8:11-14 para que não nos esqueçamos do Senhor depois de termos comido e estarmos fartos, quando o coração começa a se elevar silenciosamente. Algumas orações nascem no deserto, mas quando o celeiro está cheio, ainda oramos com a mesma intensidade? O problema nunca foi possuir, mas esquecer. Uzias foi maravilhosamente ajudado até se tornar forte, e quando se tornou forte, seu coração se exaltou para a sua própria ruína (2 Crônicas 26:15-16). Ezequias prosperou, mas seu coração se exaltou (2 Crônicas 32:25). O perigo não está na bênção, mas em esquecer quem abençoou. Não está na conquista, mas em acreditar que foi apenas mérito pessoal. O sucesso pode ser mais devastador que o fracasso. Deus não nos chama apenas para vencer; Ele nos chama para permanecer: permanecer humildes quando elogiados, permanecer íntegros quando promovidos, permanecer sensíveis quando reconhecidos. Talvez hoje o maior teste da sua fé não seja o que está faltando, mas o que está sobrando. Cuidado, prosperar por fora e esvaziar por dentro é uma derrota silenciosa. Dar certo sem Deus é, no fim, dar errado.
