O púlpito forma consciências ou apenas conforta pecadores?
“Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, repreende, censura, exorta, com toda longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina…” – (2 Timóteo 4:2–3) O púlpito sempre foi um lugar perigoso — e digo isso como alguém que faz uso do púlpito. Não porque nele se fale de Deus, mas porque dele se pode falar de Deus sem permitir que Deus fale. Ao longo da história da igreja, o púlpito foi espaço de confronto, arrependimento e transformação, mas também se tornou, em muitos momentos, um lugar de acomodação, silêncio seletivo e conforto religioso. A pergunta que precisa ser feita não é se o púlpito ainda tem poder, mas para que ele tem sido usado. Ele forma consciências ou apenas conforta pecadores? Vivemos em um tempo em que muitas mensagens são construídas para não ferir, não confrontar e não desagradar. O sermão precisa ser leve, rápido, positivo e, de preferência, aplicável sem gerar tensão. O problema é que a Bíblia não segue esse roteiro. As Escrituras ...