“Marta, Marta, andas inquieta e te preocupas com muitas coisas; entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa.” – (Lucas 10:41–42) O ativismo religioso que esvazia a alma não nasce, em geral, de má intenção. Ele costuma brotar de um desejo sincero de servir a Deus, de amar a igreja e de ser útil ao Reino. Falo isso não somente por observação, mas porque esse impulso também marcou a minha própria caminhada. Por muito tempo, confundi cansaço com fidelidade e esgotamento com zelo, sem perceber que admitir limites parecia, para mim, uma espécie de fraqueza espiritual. O problema não está no serviço em si, pois a fé bíblica jamais foi passiva. O Novo Testamento chama os cristãos a serem zelosos nas boas obras (Tito 2:14), a servirem uns aos outros em amor (Gálatas 5:13) e a se dedicarem ao trabalho do Senhor, sabendo que n’Ele o esforço não é vão (1 Coríntios 15:58). Durante muito tempo, abracei essas exortações com sinceridade, mas sem perceber que, pouco a pouco, eu estava apr...