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Série: Ekklesia - Confissões

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A Série Ekklesia — Confissões nasce no chão da igreja, no espaço concreto onde pessoas reais, marcadas por limites, histórias e contradições, buscam viver uma fé fiel em meio às tensões, dúvidas e conflitos do cotidiano. Ela surge do encontro honesto entre fé e realidade, longe de idealizações românticas ou discursos triunfalistas sobre a vida cristã. Aqui, a igreja é entendida como corpo vivo, em constante formação, atravessado por desafios espirituais, relacionais e institucionais. Ao longo dos textos, temas sensíveis e muitas vezes evitados são tratados com profundidade e reverência: autoridade e obediência, tradição e inovação, consciência e submissão, unidade e diversidade. A série não se propõe a oferecer respostas prontas, fórmulas espirituais ou slogans religiosos, mas a provocar uma reflexão bíblica madura, ancorada nas Escrituras e iluminada pela experiência concreta do corpo de Cristo em sua organização histórica e institucional. Cada confissão revela dilemas comuns tanto...

Online com o mundo, mas offline com Deus

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Vivemos conectados 24 horas por dia. Notificações, mensagens, opiniões… a cada minuto algo novo exige nossa atenção. O celular vibra, a tela acende, a mente dispara. Mas, em meio a tanto barulho, surge uma pergunta incômoda: estamos dando à voz de Deus o mesmo espaço que damos às vozes do mundo? É possível saber o que está acontecendo em vários lugares com várias pessoas e ainda assim não perceber o que Deus está querendo fazer dentro de nós. Podemos acompanhar crises globais, fofocas sobre famosos e desconhecidos, mas perder os sinais de alerta do Espírito em nosso próprio coração. Estar ocupado às vezes compete com estar alinhado. Acúmulo de informação não produz, automaticamente, transformação. A Bíblia nos confronta com uma ordem simples e profunda: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.” (Salmos 46:10). Aquietar-se não é fuga; é confiança. É escolher pausar quando tudo nos empurra para acelerar. Quem sabe o maior desafio espiritual dos nossos dias não seja falta de fé, mas excesso...

Isentão Não!

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“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” – Tiago 4:17 Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Sou povão, cidadão e não me engano com eleição Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Voto com sinceridade, não por conveniência de ocasião Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Detesto politicagem, analiso e tomo decisão Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Não vendo meu voto, tenho opinião Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Se erro, corrijo; não vivo de negação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Defendo ideias, não político de estimação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Prefiro verdade nua e crua a discurso de encenação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Recuso narrativa enviesada só para ganhar aprovação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Enfrento pressão e difamação; não me escondo na omissão Ah! E, antes que alguém venha me dizer o que sou... Não! Longe de mim ser “o isentão”. Escolho com...

Dizimar e ofertar sem concordar ou questionar?

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“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:10) “Cada um contribua segundo propôs no coração, não com tristeza ou por obrigação; porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7) A pergunta sobre dar dízimos e ofertas quando não se concorda ou não se sabe como os recursos estão sendo usados é mais comum do que parece e revela uma tensão real entre fé, consciência e confiança. Biblicamente, a contribuição nunca foi pensada somente como um ato financeiro, mas como um gesto espiritual que envolve adoração, responsabilidade e comunhão. No Antigo Testamento, o dízimo estava ligado à manutenção do culto, ao sustento dos levitas e ao cuidado com os necessitados (Números 18:21; Deuteronômio 14:28–29). Ele expressava reconhecimento de que tudo vinha de Deus (Provérbios 3:9) e dependência da sua provisão. No entanto, o próprio Deus rejeitou ofertas quando elas vinh...

Do púlpito ao palanque, a serviço do esquema

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“...movidos pela ganância, farão de vós negócio com palavras fingidas…”  (2 Pedro 2:3) Observa-se, no cenário brasileiro, que alguns pastores e políticos descobriram que a fé dá voto, dá influência e abre caminho para esquemas. Sobem no púlpito e no palanque com o mesmo discurso moralista, enquanto seus nomes circulam direta ou indiretamente em escândalos e operações suspeitas que lesam fiéis e o cidadão comum. O jogo é sujo, mas bem ensaiado: o pastor empresta credibilidade ao discurso manipulador, o político transforma em poder. Um entrega fiéis, o outro entrega acesso a recursos. Em troca, ambos protegem interesses que passam longe de qualquer princípio cristão. Jesus vira ferramenta de campanha, cabo eleitoral de lobos em pele de cordeiro. A Bíblia vira escudo contra críticas. E quem questiona ainda é rotulado como perturbador e inimigo da fé (1 Reis 18:17). Essa manobra cínica não é desvio pontual, é método. Não é fé, é engrenagem de corrupção. Não é missão, é estratégia...