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Isentão Não!

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“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” – Tiago 4:17 Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Sou povão, cidadão e não me engano com eleição Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Voto com sinceridade, não por conveniência de ocasião Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Detesto politicagem, analiso e tomo decisão Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Não vendo meu voto, tenho opinião Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Se erro, corrijo; não vivo de negação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Defendo ideias, não político de estimação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Prefiro verdade nua e crua a discurso de encenação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Recuso narrativa enviesada só para ganhar aprovação Não sou petista nem bolsonarista nem centrão Enfrento pressão e difamação; não me escondo na omissão Ah! E, antes que alguém venha me dizer o que sou... Não! Longe de mim ser “o isentão”. Escolho com...

Dizimar e ofertar sem concordar ou questionar?

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“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:10) “Cada um contribua segundo propôs no coração, não com tristeza ou por obrigação; porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7) A pergunta sobre dar dízimos e ofertas quando não se concorda ou não se sabe como os recursos estão sendo usados é mais comum do que parece e revela uma tensão real entre fé, consciência e confiança. Biblicamente, a contribuição nunca foi pensada somente como um ato financeiro, mas como um gesto espiritual que envolve adoração, responsabilidade e comunhão. No Antigo Testamento, o dízimo estava ligado à manutenção do culto, ao sustento dos levitas e ao cuidado com os necessitados (Números 18:21; Deuteronômio 14:28–29). Ele expressava reconhecimento de que tudo vinha de Deus (Provérbios 3:9) e dependência da sua provisão. No entanto, o próprio Deus rejeitou ofertas quando elas vinh...

Do púlpito ao palanque, a serviço do esquema

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“...movidos pela ganância, farão de vós negócio com palavras fingidas…”  (2 Pedro 2:3) Observa-se, no cenário brasileiro, que alguns pastores e políticos descobriram que a fé dá voto, dá influência e abre caminho para esquemas. Sobem no púlpito e no palanque com o mesmo discurso moralista, enquanto seus nomes circulam direta ou indiretamente em escândalos e operações suspeitas que lesam fiéis e o cidadão comum. O jogo é sujo, mas bem ensaiado: o pastor empresta credibilidade ao discurso manipulador, o político transforma em poder. Um entrega fiéis, o outro entrega acesso a recursos. Em troca, ambos protegem interesses que passam longe de qualquer princípio cristão. Jesus vira ferramenta de campanha, cabo eleitoral de lobos em pele de cordeiro. A Bíblia vira escudo contra críticas. E quem questiona ainda é rotulado como perturbador e inimigo da fé (1 Reis 18:17). Essa manobra cínica não é desvio pontual, é método. Não é fé, é engrenagem de corrupção. Não é missão, é estratégia...

Um Deus customizado e editável

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Você ama a Deus ou apenas a versão d'Ele que concorda com você? Nunca foi tão fácil “moldar” Deus à própria opinião, um deus customizado a nossa imagem e semelhança. A gente filtra sermões. Escolhe pregadores que reforçam o que já pensamos. Silencia partes da Bíblia que incomodam. Transformamos o Deus soberano em um deus editável. Se Ele confronta meu estilo de vida, digo que é interpretação. Se Ele mexe na minha agenda, digo que é exagero. Se Ele toca no meu orgulho, digo que é religiosidade. Mas o Deus verdadeiro não cabe na nossa ideologia. Ele não é de direita. Não é de esquerda. Não é progressista. Não é conservador. Ele é Senhor. E Senhor não é consultado. É obedecido. Jesus disse: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu mando?” (Lucas 6:46). Essa fala confronta a incoerência entre aquilo que professamos e aquilo que praticamos, mostrando que chamar Cristo de Senhor exige submissão real e não apenas discurso religioso. Pode ser que o maior ato de rebeldia mo...

Afinal de contas, Jesus era de direita ou de esquerda?

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"Disse Jesus: Meu Reino não é deste mundo..." (João 18:36) Apesar das recentes polêmicas envolvendo o autor da frase e de não concordar com todas as suas posições teológicas, é inegável sua capacidade intelectual e a precisão cirúrgica com que identifica a apropriação seletiva da figura de Jesus ao longo do tempo. A leitura de seus ensinamentos (de Jesus), muitas vezes, não parte de um compromisso com a totalidade da mensagem, mas de recortes convenientes que reforçam posições pré-existentes. Essa tentativa de apropriação indevida simplifica e empobrece um debate complexo e ético, muitas vezes difícil de compreender justamente por reduzi-lo a slogans ideológicos, esvaziando sua capacidade real de provocar mudanças profundas. Ao enfatizar apenas dimensões específicas, seja a justiça social ou a moralidade individual, corre-se o risco de distorcer o núcleo da mensagem, que simultaneamente critica estruturas sociais injustas e exige transformação nas atitudes, valores e inte...