Entre a fidelidade e o cancelamento
O silêncio
pode ser prudência. Nem toda opinião precisa ser publicada. Mas também existe
um silêncio que é resultado do medo. Existe a cautela sábia, mas também existe
a omissão conveniente. Estamos vivendo dias em que é mais fácil ajustar o
discurso do que sustentar princípios. A pressão social molda comportamentos,
edita falas e redefine limites. O que ontem era convicção, hoje vira “exagero”.
O que antes era fundamento, agora é chamado de radicalismo. Em nome da
aceitação, muitos estão diluindo convicções que antes eram inegociáveis. A
Escritura declara: “Porque Deus não nos deu espírito de covardia.” (2 Timóteo
1:7). Coragem não é agressividade; é fidelidade sob pressão. Não se trata de
falar mais alto, mas de permanecer firme quando seria mais cômodo recuar. O
evangelho nunca foi confortável. Desde o início, seguir a Cristo implicou
custo. Implicou rejeição, incompreensão e, muitas vezes, perda (Lucas 9:24). Se
sua fé só se manifesta quando é segura e aplaudida, talvez ela esteja
condicionada à aprovação. Convicção verdadeira se sustenta mesmo quando não é
popular. A questão não é ser polêmico, mas ser íntegro. Quando todos ajustam o
discurso para caber na cultura ou arrancar aplausos da plateia, quem ainda terá
coragem de anunciar a verdade com graça e firmeza? Estamos dispostos a pagar o
preço de permanecer fiéis, mesmo que isso custe reputação, seguidores ou
oportunidades?
#ProvocaçõesTeológicas
