Do púlpito ao palanque, a serviço do esquema

“...movidos pela ganância, farão de vós negócio com palavras fingidas…” (2 Pedro 2:3)

Observa-se, no cenário brasileiro, que alguns pastores e políticos descobriram que a fé dá voto, dá influência e abre caminho para esquemas. Sobem no púlpito e no palanque com o mesmo discurso moralista, enquanto seus nomes circulam direta ou indiretamente em escândalos e operações suspeitas que lesam fiéis e o cidadão comum.

O jogo é sujo, mas bem ensaiado: o pastor empresta credibilidade ao discurso manipulador, o político transforma em poder. Um entrega fiéis, o outro entrega acesso a recursos. Em troca, ambos protegem interesses que passam longe de qualquer princípio cristão. Jesus vira ferramenta de campanha, cabo eleitoral de lobos em pele de cordeiro. A Bíblia vira escudo contra críticas. E quem questiona ainda é rotulado como perturbador e inimigo da fé (1 Reis 18:17).

Essa manobra cínica não é desvio pontual, é método. Não é fé, é engrenagem de corrupção. Não é missão, é estratégia de domínio. E o mais grave: exploram a boa-fé como base desse sistema iníquo.

Enquanto isso, os mesmos que gritam contra práticas ilícitas em público se calam de forma conveniente quando os escândalos batem à porta. Se houvesse coerência mínima, muitos desses nomes já teriam deixado o altar e o cargo.

Mas não deixam, porque a fé e a democracia, para eles, deixaram de ser compromisso. Viraram instrumento de enriquecimento, manchado de sangue, fruto de um sistema que lucra enquanto destrói vidas em silêncio.

“Seus chefes julgam por suborno, seus sacerdotes ensinam por interesse, e seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se apoiam no Senhor, dizendo: ‘Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.” (Miquéias 3:11)


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