Entre a unidade bíblica e a conveniência espiritual
Unidade a qualquer custo ainda pode ser chamada de
unidade bíblica, ou estamos apenas preservando uma aparência de paz enquanto a
verdade é silenciada? A Escritura nunca tratou a unidade como um acordo
superficial entre pessoas que evitam tratar diferenças. A verdadeira comunhão
nasce da submissão comum à verdade de Deus, não do esforço humano de evitar
tensões. Quando princípios são diluídos para manter a harmonia, o que se
preserva não é unidade, mas conveniência espiritual. A igreja primitiva
enfrentou conflitos, correções e confrontos porque entendia que a verdade não
pode ser negociada em nome da tranquilidade coletiva. Existe uma paz que
procede do Espírito e existe uma paz que é construída sobre silêncio e medo. A
primeira transforma; a segunda apenas mascara o que precisa ser encarado de
frente. Paulo exorta a preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz, mas
essa unidade está enraizada em um só Senhor, uma só fé e um só batismo, não em
múltiplas versões aceitáveis da verdade (Efésios 4:3-5). Se a unidade exige que
convicções bíblicas sejam ajustadas para caber no clima cultural ou na
aprovação da maioria, é bem provável que não estejamos protegendo a comunhão,
mas abandonando seu fundamento. A pergunta não é se estamos unidos, mas em
torno de que estamos unidos.
#ProvocaçõesTeológicas
