O erro de usar "amor" para justificar omissão
Amar não é evitar desconforto, é buscar o bem
verdadeiro do outro, mesmo quando isso custa aprovação. Existe um tipo de
“amor” que prefere o silêncio para preservar imagem, relações e tranquilidade.
Esse amor não cura, apenas encobre a ferida. Quando deixamos de confrontar o
erro por medo de parecer duros, chamamos de compaixão o que, na verdade, é
omissão. A Escritura afirma que o amor se alegra com a verdade (1 Coríntios
13:6). Se a verdade é retirada, o que resta não é amor, é conveniência
espiritualizada. Jesus não feriu por prazer, mas também não se calou para ser
aceito. A graça que Ele oferece nunca é separada da verdade que liberta (João
8:32). O problema não é falar com firmeza, é falar sem amor. Mas o oposto
também é perigoso: amar sem verdade. O silêncio diante do que destrói almas não
protege ninguém, apenas adia o colapso. Amar de verdade é permanecer ao lado,
mas não ao lado do erro. É estender a mão, não para confirmar ilusões, e sim
para conduzir à vida. Um dos
mais profundos gestos de amor que podemos expressar é dizer o que ninguém quer
ouvir, às vezes com lágrimas nos olhos, mas sempre com fidelidade no coração.
#ProvocaçõesTeológicas
