Cristianismo barato

Em uma época que valoriza conforto, aprovação e segurança, o discurso é frequentemente moldado para não ferir sensibilidades nem exigir renúncia. Seguimos Jesus enquanto Ele não confronta nossos hábitos, não ameaça nossos planos e não expõe nossos ídolos. Mas um evangelho que não custa nada também não transforma nada. A cruz não foi um símbolo decorativo, foi um chamado à morte do eu. Quando a obediência é condicionada à conveniência, o discipulado se torna aparência. A pergunta não é se cremos, mas quanto estamos dispostos a perder por aquilo que dizemos crer. Jesus nunca prometeu reconhecimento, mas uma convocação à renúncia. Ele disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Fé que não enfrenta resistência talvez esteja apenas acompanhando o fluxo do mundo (1 João 5:19). O verdadeiro seguir a Cristo não busca aceitação, mas fidelidade. Se nossa fé só se manifesta quando é fácil, confortável e socialmente segura, provavelmente não é a fé bíblica, mas uma crença adaptável. O cristianismo barato pode até ser popular e atraente, mas certamente não é o mesmo que Cristo nos chamou para viver.

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