Orar não é negociar resultados

Muitas orações começam apenas por causa do desconforto, mas não do desejo sincero de obedecer. Oramos porque algo dói, porque algo ameaça sair do controle, porque queremos resposta imediata. Mas isso não é o mesmo que direção. Existem orações que buscam Deus e, em contrapartida, orações que buscam apenas alívio emocional. A diferença aparece quando a resposta divina confronta nossa vontade. Queremos orientação ou confirmação do que já decidimos? Queremos transformação ou tranquilização? A oração que busca direção está disposta a ouvir o que não quer. Ela não termina no consolo, mas na rendição. Jesus não orou para escapar do propósito, mas para se submeter a ele (Mateus 26:39). A própria Escritura ensina que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável e que nossa vida deve ser transformada para discerni-la (Romanos 12:2). A oração que apenas anestesia o coração pode acalmar a consciência sem, contudo, produzir mudança. Se a oração sempre termina em conforto e nunca em rendição, talvez estejamos apenas dialogando com nossos próprios sentimentos e não com Deus. A Escritura afirma que devemos pedir sabedoria e Ele a concede generosamente, mas a quem pede com fé para obedecer, não para negociar resultados (Tiago 1:5). É necessário nos perguntar se estamos orando para sermos guiados ou apenas para nos sentirmos melhores.

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