A cruz não absolve a cegueira ideológica

 

“Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram com os criminosos, um à sua direita e outro à sua esquerda” — Lucas 23:33

A imagem traz uma reflexão necessária: a questão não é ser de direita ou de esquerda, mas agir com ética, respeitar os princípios bíblicos e demonstrar honestidade no exercício de uma função pública.

Não consigo fechar os olhos para os erros de um político só porque ele está do lado que eu gosto, assim como não vou deixar de reconhecer uma verdade só porque ela vem de alguém com quem não concordo.

Na minha opinião, o fanatismo ideológico, seja de direita ou de esquerda, é prejudicial, porque faz as pessoas perderem a capacidade de pensar por conta própria e de reconhecer quando estão erradas.

Defender a direita ou a esquerda acima da verdade é uma forma de abandonar a própria consciência em nome de uma ideologização cega que compromete a capacidade de reflexão crítica

Prefiro ter compromisso com o que considero ético do que com qualquer político ou partido de estimação. Afinal, honestidade não tem lado, caráter não tem partido e a verdade não deveria ter dono, embora eu reconheça que a maioria das pautas da esquerda esteja na contramão dos valores e princípios morais que defendo.

Do ponto de vista bíblico, a justiça não deve ser determinada por nossas preferências, mas por princípios que permanecem acima de interesses pessoais. A própria Palavra de Deus nos adverte: “Não farás acepção de pessoas no juízo” (Deuteronômio 1:17). Isso significa que não podemos usar dois pesos e duas medidas para julgar aqueles de quem gostamos e aqueles de quem discordamos. Nossa consciência precisa estar submetida à verdade, e não a uma ideologia.

Independente de quem seja, toda conduta inadequada deve ser reconhecida, cobrada e responsabilizada. É assim que penso e é assim que acredito que devemos agir: sem idolatrar políticos, sem terceirizar a consciência e sem negociar nossos princípios para defender quem quer que seja.

Na narrativa bíblica, um "ladrão" reconheceu seus erros e recebeu a promessa da redenção. O outro, mesmo sendo culpado e não reconhecendo seus crimes, foi absolvido. Na sua opinião, quem estava à direita e quem estava à esquerda nessa história? — Lucas 23:39-43

Pois é... A Bíblia não especifica. Isso deveria nos levar a considerar que políticos não devem ser colocados acima do bem e do mal, mas avaliados por suas atitudes, seu caráter e sua conduta.

 

Franklin✍