Devoção ou vaidade?
Quem realmente está sendo servido
quando oramos, pregamos, cantamos ou nos colocamos à disposição: a glória de
Deus ou o nosso ego? Há uma linha tênue entre devoção e autopromoção. Podemos
falar de Deus enquanto buscamos aplausos. Podemos servir pessoas enquanto
alimentamos a própria imagem. Não é todo sacrifício que pode ser chamado de
adoração. Alguns gestos são apenas estratégias para sermos vistos, lembrados e
elogiados. O coração humano é perito em maquiar motivações. Chamamos de zelo o
que às vezes é vaidade espiritual. Chamamos de coragem o que pode ser
necessidade de reconhecimento. A glória de Deus exige entrega real, mas o ego
negocia, calcula e preserva o controle. Um coração rendido oferece tudo. O ego
oferece apenas o suficiente para manter a aparência de piedade (2 Timóteo 3:5).
Paulo confronta essa duplicidade ao ensinar que a verdadeira devoção nasce do
desejo de agradar a Deus e não da busca por visibilidade (Colossenses 3:23). Quando a glória de Deus deixa
de ser o centro, o culto se torna performance. Quando a cruz é substituída pelo
prestígio, a fé perde o peso da verdade. Precisamos examinar o coração com
sobriedade e honestidade. Deus não divide Sua glória com ninguém (Isaías 42:8).
Como está escrito: examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé (2 Coríntios
13:5). Hoje, a pergunta não é o que fazemos para Deus, mas quem está sendo
exaltado em tudo o que fazemos.
#ProvocaçõesTeológicas
