Se Jesus votasse...

Jesus não viveu em uma democracia, nem participou de eleições como as conhecemos hoje. Ainda assim, seus ensinamentos apresentam princípios que podem ser aplicados à responsabilidade do cidadão diante da sociedade e das autoridades: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20:25).

Se transportarmos esses ensinamentos para a hipótese de uma escolha eleitoral, a questão não deveria envolver simplesmente aparência, popularidade, poder ou interesses pessoais. Deveria considerar verdade, justiça, integridade, responsabilidade, serviço e cuidado com o próximo. Jesus ensinou que aquele que lidera deve servir, e não dominar (Mateus 20:25-28).

E é justamente a partir desses critérios que faço uma ressalva pessoal: não me identifico com nenhum dos dois candidatos.

Em relação a Lula e ao PT, carrego críticas profundas ao histórico político do partido e aos escândalos de corrupção que marcaram seus governos e integrantes.

Quanto a Flávio Bolsonaro, também tenho ressalvas. Sua trajetória política está fortemente associada a investigações e acusações que, para mim, levantam questionamentos sobre integridade e vida pública.

Por isso, penso que, se Jesus votasse, não escolheria nenhum dos dois que aí estão como opção no primeiro turno.

Para quem, como eu, chega ao segundo turno diante de dois candidatos com os quais não se identifica, o desafio é justamente este: analisar os fatos, o histórico, as propostas, o caráter público e as responsabilidades de cada um e, então, decidir conscientemente pelo mal menor.

Em última análise, é escolher o ruim para não votar no pior!


Franklin✍