Nenhum deles me representa, mas...


“Quando os justos governam, o povo se alegra; mas quando o ímpio domina, o povo geme.”— Provérbios 29:2

Como ex-eleitor de Lula e do PT, reconheço que, ao longo de quase duas décadas no poder, tiveram inúmeras oportunidades de transformar o Brasil, prometendo prosperidade, justiça social e um futuro melhor. No entanto, os escândalos de corrupção associados a seus governos, como o Mensalão e o Petrolão (entre outros), somados à frustração com promessas não cumpridas e à defesa de pautas progressistas que considero incompatíveis com meus princípios éticos e cristãos, fizeram com que eu deixasse de me identificar com esse projeto político. Acredito que o Brasil merece mais responsabilidade, honestidade e compromisso com a família e com os valores que considero fundamentais.

Já Flávio Bolsonaro, na minha visão, construiu grande parte de sua projeção política à sombra do pai, Jair Bolsonaro, sem consolidar uma identidade política própria suficientemente consistente. Além disso, as acusações e controvérsias associadas ao seu nome, como o caso das rachadinhas e os questionamentos envolvendo Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse, levantam dúvidas que precisam ser esclarecidas com transparência e responsabilidade. Por essas razões, mantenho minha desconfiança em relação à sua candidatura.

Apesar de nenhum deles me representar, não me escondo atrás da neutralidade para fugir da responsabilidade de escolher. É preciso extirpar do nosso país o câncer chamado PT, que se espalhou como uma metástase por todas as instituições da República. Flávio Bolsonaro terá meu voto útil como MAL MENOR, não como cheque em branco. Não sou isentão, não fico em cima do muro e não me omito na hora de decidir. Afinal, enquanto uns se orgulham de não escolher, outros assumem o peso da escolha e encaram as consequências. Meu voto não é paixão, é decisão. E omissão também é uma escolha!


Franklin✍