Jesus S/A
“Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé.” (1Timóteo 6:10) Jesus de Nazaré nunca abriu empresa, nunca lançou marca, nunca vendeu ingresso, nunca negociou unção, nunca cobrou para curar, ensinar ou perdoar. Ainda assim, hoje seu nome é estampado como selo de qualidade em um mercado bilionário que transforma fé em produto, púlpito em palco e discípulos em consumidores. “Jesus” tornou-se uma marca que dá lucro , e isso deveria nos causar profundo constrangimento espiritual. O mesmo Cristo que não tinha onde reclinar a cabeça (Mateus 8:20) é usado para justificar cachês exorbitantes, agendas fechadas a sete chaves, camarins exclusivos e contratos que fariam corar o jovem rico que se retirou triste por amar mais o dinheiro do que o Reino (Mateus 19:21–22). Cantores são tratados como celebridades, pregadores como estrelas, líderes como CEOs espirituais e coachs. Igrejas d...