Cristãos no alvo do poder

Por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; e matou à espada Tiago, irmão de João. Vendo que isso agradava aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. (Eram então os dias dos pães ázimos.) vs. 1-3

Perseguir cristãos sempre fez parte da política de interesses de alguns governantes 

Tiago era irmão de João, e ambos filhos de Zebedeu, um típico pescador galileu (Mateus 4:21-23). Ele fazia parte daquele grupo de discípulos mais próximos de Jesus, junto com Pedro e seu irmão João. Essa proximidade e intimidade fizeram com que ele presenciasse vários acontecimentos importantes da vida e ministério de Jesus (Mateus 26:36-46), (Marcos 1:29-39), (Marcos 5:35-43), (Lucas 9:28-36). Pela “bagagem” que possuía, ficava evidente a sua importância e influência na comunidade cristã primitiva. Paulo reconhece essa posição de destaque e referência indo encontrar-se com ele, Pedro e João (Gálatas 2:9). Por estas razões, é que a morte de Tiago seria tão significativa naquele ambiente de repugnância e antipatia aos cristãos, patrocinado pelas autoridades políticas e religiosas em Jerusalém.

Não é de hoje que maltratar ou expor cristãos às mais diversas situações de indignidade e crueldade representa uma ótima moeda de troca no mercado de favores e interesses entre autoridades, pelos motivos mais escusos e sombrios que podemos imaginar. Os cristãos representavam uma ameaça aos interesses políticos e religiosos dos judeus, e Herodes, percebendo que a opressão aos crentes lhe renderia o apoio da liderança judaica e consequente consolidação e expansão do seu governo, tratou logo de intensificar a perseguição à Igreja, prendendo e torturando alguns discípulos e matando Tiago, que era um dos expoentes daquela comunidade.

O que começava a ocorrer em Jerusalém com o primeiro mártir, Estevão (Atos 7:57-60), e logo em seguida com Tiago, era um prenúncio dos capítulos mais obscuros e sanguinários da história que a Igreja iria experimentar, isso porque, com sua mensagem libertadora, ela sempre se posicionou na contramão dos interesses das estruturas de poder, fazendo dela uma ameaça que desestabiliza o modus operandi que escraviza e oprime o ser humano pelas vias da manipulação da consciência.

Enquanto as engrenagens e mecanismos desse sistema mundano, construído pelo universo das ideologias, subjuga e oprime o ser humano, o Evangelho de Jesus Cristo liberta, e isto não é interessante para regimes totalitários e controladores. Com isto em mente, a Igreja precisa estar alerta e ser sóbria, para encarar a realidade de que sua presença na sociedade sempre será um tropeço no caminho de homens mal-intencionados, que empregarão todos os seus esforços para tentar estigmatizar e banir essa agência que prega a liberdade através das boas notícias da mensagem da cruz.


Franklin

 

            Bibliografia / Sugestão de Leitura:

● Bíblia de Estudo Thompson: Cadeia temática de referências cruzadas – Frank Charles Thompson

● Comentário Bíblico Wiersbe: Vol. 2 Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

 

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