Quando silenciar líderes vira troféu
E, havendo-o prendido,
lançou-o na prisão, entregando-o a quatro grupos de quatro soldados cada um
para o guardarem, tencionando apresentá-lo ao povo depois da páscoa.
Alguns cristãos representam uma espécie de troféu quando colocados fora de atividade
Pedro era um dos líderes mais influentes e dinâmicos
na comunidade dos crentes. Seu ministério estava alvoraçando a sociedade e
provocando um êxodo religioso pelas inúmeras conversões que ocorriam após o seu
discurso evangélico carregado de ousadia e intrepidez concedida pelo Espírito
Santo. O seu testemunho tinha tanto impacto sobre seus ouvintes que, num só
dia, em uma das principais celebrações judaicas, a festa de Pentecostes, quase
3 mil pessoas se renderam ao evangelho, abandonando suas tradições religiosas
(Atos 2:41). Já no capítulo 4, verso 5, o número aumentou para quase 5 mil convertidos.
A liderança judaica não admitia o fato de perder o
controle sobre a consciência das pessoas. Após a cura de um coxo na porta do
templo chamada Formosa e a oportunidade de discursar novamente para inúmeras
pessoas (Atos 3:1-26), Pedro, juntamente com João, foram violentamente
impedidos e cerceados de continuarem ensinando, sendo levados à prisão e
posteriormente julgados e libertados pelo sinédrio, pois as acusações não eram
suficientes para mantê-los presos (Atos 4:1-21). Sempre que alguém confronta um
sistema, seja ele de qual natureza for, a retaliação é iminente e
autoritariamente castradora de direitos.
Ciente da influência que Pedro exercia por onde
passava e do que sua prisão representaria no âmbito das relações políticas,
Herodes ordenou que ele fosse encarcerado numa espécie de “penitenciária de
segurança máxima”, mantido sob rigorosa vigilância, sendo acompanhado por 16
soldados divididos em 4 grupos, tendo que dormir entre 2 deles, acorrentado com
2 cadeias e observado pelas sentinelas na porta da prisão. Aquela foi uma
prisão arbitrária, muito semelhante às que nós conhecemos em nossos dias,
impetradas por aqueles que vestem toga e se mancomunam por interesses com o
poder político. O destino de Pedro certamente não seria diferente do seu companheiro
de ministério, Tiago.
Com Pedro nas mãos, Herodes aumentava seu status e
poder de negociação. É por esta razão que hoje líderes cristãos que estão em
evidência e se destacando pelo grande número de pessoas que são influenciadas
por seu ministério tornam-se o alvo predileto a serem abatidos e tirados de
circulação por aqueles que querem dominar e controlar outros a seu bel-prazer.
O estratagema continua sendo o mesmo: ataque e imobilize a figura central de um
determinado grupo, e os demais não resistirão à pressão, sendo rapidamente
dispersos e demovidos de suas intenções (Mateus 26:31).
Franklin✍
Bibliografia
/ Sugestão de Leitura:
● Bíblia de Estudo Thompson: Cadeia temática de
referências cruzadas – Frank Charles Thompson
● Comentário Bíblico Wiersbe: Vol. 2
Novo Testamento – Warren W. Wiersbe
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