Quando a oração era prioridade, não programação
Pedro, pois, estava guardado na prisão; mas a igreja orava
com insistência a Deus por ele. Ora quando Herodes estava para apresentá-lo,
nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois soldados, acorrentado com
duas cadeias e as sentinelas diante da porta guardavam a prisão. E eis que
sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz resplandeceu na prisão; e ele, tocando
no lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das
mãos as cadeias. Disse-lhe ainda o anjo: Cinge-te e calça as tuas sandálias. E
ele o fez. Disse-lhe mais; Cobre-te com a tua capa e segue-me. Pedro, saindo, o
seguia, mesmo sem compreender que era real o que se fazia por intermédio de um
anjo, julgando que era uma visão. Depois de terem passado a primeira e a
segunda sentinela, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se
lhes abriu por si mesma; e tendo saído, passaram uma rua, e logo o anjo se
apartou dele. Pedro então, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que
o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes e de toda a
expectativa do povo dos judeus.
As reuniões de oração já foram mais poderosas, pois eram mais valorizadas
A igreja de Atos era extremamente fervorosa e
insistente em seus propósitos diante de Deus, pois ela entendia que o único
recurso do qual dispunha para vencer as articulações maldosas das autoridades
religiosas e políticas, sob o domínio e influência do poder das trevas em
Jerusalém, era a oração (Atos 4:24-31). Aquela era uma comunidade muito
diferente da que conhecemos hoje como Igreja, com seus estatutos e estruturas
físicas muitas vezes engessados, e que, devido ao apego exagerado às suas
formas e liturgias, acaba por suprimir o lugar de operação e liberdade do
Espírito Santo. Ela era formada por homens e mulheres simples, sem instrução
acadêmica, que só vieram ter a dimensão exata de quem era Jesus e qual era a
sua mensagem após o poder e a singularidade arrebatadora do Pentecostes.
Havia, nos primórdios da comunidade cristã, um desejo
unânime e intenso de estarem reunidos constante e perseverantemente em oração (Atos
1:14). A vida de devoção e comunhão daqueles irmãos não se resumia a eventos
ocasionais ou sociais de adoração a Deus em dias determinados da semana. Eles
tinham um profundo compromisso de intercessão uns para com os outros, pois
sabiam que, quando oravam, suas angústias eram depositadas aos pés de Jesus,
que estendia a sua mão para operar milagres e prodígios. Era esse sentimento e
fé que mobilizava e inundava a consciência e o coração daqueles discípulos,
fazendo com que sua espiritualidade se movesse no sobrenatural, impactando a
sociedade em que viviam.
Eles aprenderam desde cedo que o único meio capaz e
eficaz de interferir no reino espiritual, transformando e tocando corações,
desestruturando o poder de Satanás, que se opunha ferozmente ao avanço da
Igreja, era buscar e render-se intensa e incondicionalmente na presença de
Deus. Essa dependência plena e irrestrita gerava neles a confiança de que
necessitavam para encarar os desafios. Aqueles irmãos fizeram história, porque
a razão de viver deles era anunciar Jesus por meio da pregação do Evangelho, e
para que tivessem êxito nessa missão desafiadora e, não raras vezes,
extremamente perigosa, utilizavam a única fórmula que conheciam — e a mesma à
qual nós deveríamos dar mais atenção hoje: entregar-se ao Senhor em fervente
oração.
O resultado dessas reuniões não poderia ser outro.
Seres do mundo espiritual (anjos) interferiam no ambiente natural; cadeias e
prisões de toda natureza eram rompidas; o impossível e o inexplicável
aconteciam; o desejo de cumprir o propósito de Deus crescia cada vez mais; e a
expectativa da maldade tramada nos bastidores da impiedade era frustrada (v.
11). Aquela era uma comunidade que não dispunha de recursos sofisticados, nem
mesmo de influência nas altas camadas da sociedade; entretanto, sabia depender
do poder do Espírito Santo por meio da oração!
Franklin✍
Bibliografia
/ Sugestão de Leitura:
● Bíblia de Estudo Thompson: Cadeia temática de
referências cruzadas – Frank Charles Thompson
● Comentário Bíblico Wiersbe: Vol. 2
Novo Testamento – Warren W. Wiersbe
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