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We are the champions

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     “Mas em todas essas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (Cristo Jesus)” — Romanos 8:37.      Somos mais que vencedores não porque o caminho foi fácil nem porque o ano nos poupou de dores, mas porque em cada passo fomos sustentados por um amor que não falha, um amor que nos alcançou quando as forças diminuíram e a fé precisou aprender a respirar no escuro; como família atravessamos dias em que o medo bateu à porta, em que as contas pesaram, em que o cansaço emocional pediu silêncio e o futuro pareceu estreito demais para tantos sonhos, mas foi exatamente ali que entendemos que vencer não é chegar ileso, é permanecer de pé quando tudo convida à desistência, é continuar amando quando o desgaste tenta endurecer o coração, é confiar quando os números não fecham e as respostas não vêm no tempo que gostaríamos.      Aprendemos que Deus não nos prometeu ausência de lutas, prometeu Sua companhia fiel nelas, e ...

O natal mais feliz da minha vida

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     “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.”  — Apocalipse 3:20      O Natal mais feliz da minha vida não aconteceu quando a casa estava cheia, nem quando a mesa era farta, nem quando o riso era fácil e as fotografias pareciam prometer eternidade. Ele aconteceu no dia em que a comemoração deixou de ser data e se tornou encontro, quando o nascimento de Cristo deixou de ser memória litúrgica e se fez realidade silenciosa dentro de mim. Não houve anjos cantando no teto da sala nem luzes piscando para anunciar o momento, houve apenas um coração cansado, finalmente rendido, abrindo espaço para um Deus que não invade, apenas entra quando é convidado. E naquele dia eu entendi, com uma consciência renovada, que o Natal não é apenas Deus chegando ao mundo, é Deus encontrando morada no peito humano.      Eu percebi que durante anos celebrei um Cristo ...

Luto, Perdão e Gratidão

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Ler Luto, Perdão e Gratidão foi, para mim, mais do que conhecer uma história — foi reencontrar a alma de um amigo que conheço há tantos anos, um irmão de caminhada cuja força sempre admirei. Doutor José A. P. Ribeiro — ou Tisil para os íntimos — não escreveu apenas um livro; ele abriu o peito e deixou que cada cicatriz, cada perda, cada recomeço se transformasse em testemunho vivo. Desde as primeiras páginas, quando ele fala sobre os pais — figuras “gigantes” que formaram sua base com amor e resiliência — já reconhecemos a pessoa que sempre admirei: um homem de sentimentos profundos, palavras sinceras e sensibilidade rara. Ao contar sobre a infância difícil — dividindo roupas entre irmãos, carregando pedras e tijolos para ajudar em casa — ele nos lembra que sua história sempre foi marcada pela luta, mas também por uma dignidade que o acompanhou por toda a vida.   O livro mergulha depois em um território muito mais profundo: a dor de perder uma filha. São capítulos escritos com...

Entre o já e o ainda não

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     “Porque para mim tenho por certo que as aflições do tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada [...] Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora [...] E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” — (Romanos 8:18–25)      Vivemos num intervalo invisível entre o que já é e o que ainda será, um território suspenso entre o agora e o eterno. Nesse espaço tênue, o coração humano aprende a respirar em dois tempos: o da promessa e o da espera. Nos movemos como quem pisa em terra prometida e, ao mesmo tempo, como quem ainda atravessa o deserto. É a contradição sagrada de uma existência que já prova as primícias do Reino, mas ainda sente a poeira do caminho que falta percorrer.      O “já” é a semente do Divino plantada em solo humano — Cristo em nós, espera...

A Mesa de Emaús

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     “Enquanto caminhavam, Jesus se aproximou e ia com eles. Os olhos deles estavam fechados, e não o reconheceram. [...] Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir Israel. [...] Tomou o pão, abençoou-o e, partindo-o, lhes deu. Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram.” — (Lucas 24:13-32)      Venho pensando que a fé, às vezes, é um caminho envolto em neblina — não se enxerga muito à frente, mas ainda assim a gente anda, confiando que o sol, cedo ou tarde, há de surgir depois da curva. Os discípulos de Emaús conheciam bem essa sensação — caminhar com o coração cansado, arrastando esperanças mortas. Falavam sobre o Cristo, mas não O reconheciam ao lado. A promessa estava ali, mas o olhar ainda dormia.      Creio que a fé honesta é o hiato sagrado entre o que os olhos veem e o que o coração entende — o tempo que Deus usa para transformar a estrada em mesa, e a presença, em encontro onde tudo finalmente faz sentido . A ...